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19/10/2021 às 07h30min - Atualizada em 19/10/2021 às 07h30min

Jovem fingia 'brincadeiras' para abusar de irmãs de 3 e 9 anos

Estudante de medicina também abusava da prima, de 13 anos; abusos aconteceram por quase 10 anos

VIA DIARIOX
Foto: Divulgação
A Polícia Civil do Piauí informou que o estudante de medicina de 22 anos, Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira, indiciado por estupro de vulnerável contra as duas irmãs e uma prima, usava de "brincadeiras" para abusar das vítimas.

As informações foram relatadas ao g1 pela delegada Camila Miranda, titular dos três inquéritos finalizados na última semana e que levaram ao indiciamento do rapaz por estupro de vulnerável contra as irmãs de 3 e 9 anos e uma prima de 13 anos.

Há um mandado de prisão preventiva expedido e ele é considerado foragido desde 12 de outubro. Procurada, a defesa do estudante informou que só vai se manifestar após o oferecimento da denúncia pelo MP à Justiça.

A delegada contou que ele se aproveitava da inocência das crianças para cometer o crime. "Chama a atenção a forma como o autor praticava os fatos, ele se aproveitava da ingenuidade das vítimas crianças, e confundia brincadeira com toques. Então as vítimas não tinham a noção de que aquilo era um abuso sexual, por conta da imaturidade. São meninas de 3, 9 e 13 anos", disse.

Em um dos casos, como exemplo, a delegada disse que o rapaz cedia o celular para que uma das vítimas usasse para brincar e, em troca, deveria permitir alguns atos.

Segundo a delegada, esse tipo de atitude faz com que as crianças vítimas de crimes sexuais demorem muito tempo para perceber o que está acontecendo, o que faz com que os abusos durem por muito tempo.

Os crimes teriam iniciado em 2012, quando o rapaz tinha 13 anos, e duraram até janeiro de 2021, segundo a delegada, portanto por quase 10 anos.

"O fato dele tentar confundir toques com brincadeiras, fazer com que elas achassem que não fosse nada de mais, fez com que os crimes ficassem ocultos por muitos anos. Só quando elas passaram a apresentar sintomas depressivos, de automutilação, baixo rendimento escolar, foi que despertou a atenção das mães", declarou.

Ela disse ainda que os crimes aconteciam nas casas de familiares, quando não havia adultos por perto. A delegada destacou que este é um componente bastante comum em crimes de violência sexual, principalmente contra crianças: os crimes acontecem em locais que a vítima costuma frequentar e o autor, normalmente, é próximo da vítima.

Redação - JD1 News

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