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23/09/2021 às 08h43min - Atualizada em 23/09/2021 às 08h43min

Presos por desvios de R$ 23 milhões são ouvidos em Campo Grande e ex-prefeito segue foragido

Polícia faz buscas para localizar Maurílio Azambuja, ex-prefeito de Maracaju

MIDIAMAX
Foto: Divulgação
Todos os presos na Operação Dark Money estão em Campo Grande desde a noite desta quarta-feira (22) e serão ouvidos na manhã desta quinta-feira (23), na sede do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado). 10 carros foram apreendidos durante a deflagração da operação.

De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, oitivas serão feitas na manhã desta quinta (23), com os presos trazidos de Maracaju, e diligências continuam na tentativa de encontrar o ex-prefeito Maurílio Azambuja, que é considerado foragido. Seis pessoas foram presas temporariamente. Imagens aéreas mostram a chegada do comboi trazendo os presos para a Capital.

Os presos são: o ex-secretário de finanças do município, Lenilso Carvalho Antunes, além de Daiana Cristina Kuhn, que já foi secretária municipal de administração, Iasmin Cristaldo Cardoso, que atuou como diretora do Departamento de Tesouraria, Pedro Emerson Amaral Pinto – empresário dono da Tapeçaria Lobo e Fernando Martinelli Sartori, que atuou como assessor especial de gabinete.

Durante a operação  foi apreendido um barco com carretinha, discos rígidos e foi feito bloqueio de diversas contas bancárias, tanto de pessoas físicas como jurídicas. Ao todo, foram R$ 109 mil apreendidos em cheques e R$ 143 em espécie. Armas e joias também foram apreendidas.

Operação mirou servidores públicos

A ação mirou servidores públicos que atuaram no alto escalão do executivo municipal nos anos de 2019/2020, bem como empresários e empresas com envolvimento no esquema. O desvio dos cofres públicos chegou à ordem de R$ 23 milhões, segundo a polícia.

Ainda conforme o Dracco, foi constatada a criação de uma conta bancária de fachada, diversa da oficial e não declarada aos órgãos de controle interno e externo do município, por onde foram promovidos mais de 150 repasses de verbas públicas em menos de 1 ano. 

A partir de negócios jurídicos dissimulados, integrantes do alto escalão da prefeitura emitiram mais de 600 lâminas de cheques, que totalizaram mais de R$ 23 milhões, a empresas, sem qualquer embasamento jurídico para amparar os pagamentos.

Muitas das empresas beneficiárias dos valores não mantinham relação jurídica com a prefeitura — licitação, contrato ou meio legal que amparasse a transação financeira. Além disso, não havia emissão de notas fiscais e os valores não eram submetidos a empenho de despesas.

Foram encontrados alvos no Paraná. Um deles acabou localizado e preso em um hotel. As ações foram realizadas em Maracaju, Corumbá, Ponta Porã e Campo Grande e envolveram 60 policiais civis do Estado e ainda na cidade de Umuarama através de uma equipe da Polícia Civil do Paraná.

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