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29/07/2021 às 10h23min - Atualizada em 29/07/2021 às 10h23min

Covaxin: Pazuello depõe à PF em inquérito que apura se Bolsonaro cometeu prevaricação

Inquérito foi autorizado pelo Supremo a pedido da PGR. À CPI da Covid, irmãos Miranda disseram ter informado a Bolsonaro as suspeitas nas negociações da vacina.

G1
Foto: Divulgação
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello chegou à Polícia Federal em Brasília por volta das 9h45 desta quinta-feira (29) para prestar depoimento no inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de prevaricação no caso Covaxin.

O crime de prevaricação consiste em um agente público atrasar ou deixar de agir de acordo com as obrigações do cargo para "satisfazer interesse ou sentimento pessoal".

Em depoimento à CPI da Covid, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, disseram ter informado a Bolsonaro as suspeitas de irregularidades envolvendo as negociações para aquisição da Covaxin.

Primeiro, Bolsonaro confirmou o encontro, mas disse não ter sido informado sobre as suspeitas. Depois, passou a dizer que acionou Pazuello quando ouviu o relato dos irmãos Miranda.

O inquérito foi aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O caso é conduzido pelo Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq) da PF porque Bolsonaro tem foro privilegiado. O prazo inicial para conclusão das investigações é de 90 dias, mas pode ser prorrogado.

As negociações envolvendo a Covaxin são investigadas pela CPI da Covid, pela PF, pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O imunizante foi o mais caro negociado pelo governo. O contrato, em meio à polêmica das negociações, foi suspenso.

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