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17/05/2021 às 08h36min - Atualizada em 17/05/2021 às 08h36min

MS inicia 2ª quinzena de maio com menor taxa de ocupação de leitos UTI desde fevereiro

Em abril, índice chegou a bater 107%, o pior do país, segundo a Fiocruz

MIDIAMAX
Foto: Divulgação

Mato Grosso do Sul inicia a 2ª quinzena do mês de maio com a menor taxa de ocupação de leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para covid: 87%. O Estado fechou a semana inteira abaixo dos 90%, o que não ocorre desde o dia 28 de fevereiro, conforme os dados no Painel Mais Saúde, da SES (Secretaria Estadual de Saúde).

Então, em março, o índice não ficou abaixo dos 90%. No dia 4 de março, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) colocou o Estado em situação crítica para ocupação de leitos. No dia 5 de março o índice já alcançava os 94% e, no dia 8 de março, o nível de ocupação desses leitos críticos para pacientes em estado grave estava em 98%. 

Assim, em 9 de março, Campo Grande já batia 100% de leitos ocupados com pacientes covid e a prefeitura conseguiu negociar a abertura de 12 leitos para amenizar a situação. No dia 10 de março já estava com taxa em 106% e era a pior entre as capitais do país. Logo, no dia 17 de março o Estado de Mato Grosso do Sul marcou 100%.

Com a situação mais delicada em toda a pandemia na rede hospitalar de MS, o governo decidiu decretar 10 dias de restrições nas atividades consideradas não essenciais, que foi válida de 26 de março a 4 de abril - em Campo Grande começou no dia 22 de março.

As restrições começaram a valer um dia após MS atingir o pico de 107% de superlotação nos hospitais, o maior índice do país naquele momento, segundo a Fiocruz.

Pós-restrições

Um dia após as restrições de circulação de pessoas e funcionamento de serviços em todo o MS, a taxa de ocupação estava em 103%. A Prefeitura de Campo Grande conseguiu diminuir pela metade a fila de espera para internação por covid, apesar de a superlotação persistir nos hospitais do município.

No dia 7 de abril, após 3 semanas de superlotação, o índice voltou a recuar, chegando a 98%. No dia seguinte, após recorde de mortes, leitos em UTIs foram liberados e o Estado marcou taxa de ocupação de 91%. Mas o avanço da doença fez os números voltarem para os 100% já no dia seguinte.

Somente no fim de abril que MS conseguiu voltar a reduzir as taxas, quando no dia 26 caiu para 95%. O número voltou a ficar acima dos 100% no início de maio, quando novos leitos foram abertos e, somente no dia 7 conseguiu voltar ao patamar do final de fevereiro novamente.


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