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11/05/2021 às 08h59min - Atualizada em 11/05/2021 às 08h59min

Robô brasileiro é capaz de prever mortes por complicações respiratórias

Robô brasileiro identificou 88% de mortes por complicações respiratórias em 1.767 pessoas.

OLHAR DIGITAL
Foto: Divulgação
Utilizando inteligência artificial e machine learning, pesquisadores do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps) da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram identificar 88% de mortes por complicações respiratórias em 1.767 pessoas.

Os cientistas também classificaram o risco de óbito em decorrência dessas doenças e descobriram que 100% dos óbitos estavam entre aqueles previamente identificados como maior risco de morte por complicações respiratórias (25% do grupo analisado).

Este é um dos estudos sobre previsão de morte mais amplos já realizados em grandes populações. “O que existe na literatura é aplicação de machine learning para identificação de risco em populações específicas. Por exemplo, em pessoas que já apresentam problemas cardíacos, em pessoas que já têm diagnóstico de câncer”, explica Carla Nascimento, doutoranda em saúde pública pela USP, pesquisadora do Labdaps e coautora do estudo. 
 
Para chegar aos resultados obtidos, os pesquisadores analisaram dados coletados pela pesquisa Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (Sabe), também da USP, entre 2006 e 2010, com foco em moradores de São Paulo com 60 anos ou mais. Dessa forma, a Covid-19 ficou de fora da pesquisa.

No entanto, como a Sabe não foi criada para indicar mortalidade, os cientistas precisaram também cruzar esses dados com as informações de mortes na cidade de São Paulo. A partir disso, os pesquisadores treinaram o algoritmo de machine learning com 70% da base de dados. O restante foi utilizado para testar o nível de assertividade das previsões geradas a respeito das mortes por complicações respiratórias.

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