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04/05/2022 às 09h08min - Atualizada em 04/05/2022 às 09h08min

Golpe da casa própria: ao invés de imóvel, corretora vendia consórcio sem consumidor saber

Polícia apura possível organização criminosa que praticava o crime de estelionato.

DA REDAÇÃO/G1 - MS
Foto: Divulgação
Uma empresa é investigada por suspeita de aplicar o "golpe da casa própria" em consumidores de Campo Grande. Para a polícia, na prática criminosa, o empreendimento ofertava contratos de imóveis, mas na verdade eram vendidos apenas consórcios. O local foi interditado pelo Procon-MS nesta terça-feira (03).

Além da interdição da empresa, quatro pessoas foram autuadas em flagrante pelo exercício ilegal da profissão. Durante a operação, o Procon-MS, o conselho regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS) e a delegacia de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon) descobriram que o empreendimento realizava propaganda enganosa e ludibriava os comerciantes com fotos falsas.

Para o Procon, o estabelecimento foi interditado por não apresentar autorização para prestar serviços como corretora de imóveis, consórcio e empréstimos. Ainda, a operação identificou que a empresa utilizava fotos de casas, obtidas na internet, para vender o imóvel, mas não informavam de que se tratava de um consórcio.

A empresa havia sido fiscalizada no dia 13 de abril deste ano e tinha recebido um prazo para apresentação documental, o que não ocorreu. Agora permanecerá fechada até regularização.

“Mais uma vez a ação conjunta foi produtiva. A nossa intenção não é punir as pessoas, mas sim evitar que a população seja lesada. Reforçamos novamente que ao fazer a aquisição de um imóvel ou qualquer transação imobiliária é preciso verificar se a pessoa é corretora de imóveis e tem inscrição no conselho”, explica o presidente do Creci-MS, Eli Rodrigues.

Em um outro estabelecimento fiscalizado pela manhã, na Capital, a empresa também foi autuada por propaganda enganosa pelo Procon, e o CRECI-MS ainda autuou três pessoas por exercício ilegal da profissão e realizou dois termos de orientação.

Em contato com o G1, a Decon informou que apura o crime e que investiga a formação de uma possível organização criminosa que cometia estelionatos na capital.

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