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26/04/2022 às 08h09min - Atualizada em 26/04/2022 às 08h09min

Após PCC decapitar jovem, facção rival planejava retaliação, diz polícia

Delegado que investigou caso foi ouvido ontem (25) durante julgamento dos 10 integrantes do PCC acusados pelo crime

DA REDAÇÃO/CAMPOGRANDENEWS
Foto: Divulgação
O delegado Francis Flávio Tadano Araújo Freire, que presidiu o inquérito do assassinato de Lailla Cristiane de Arruda, de 19 anos, que foi julgada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), em Sonora, a 364 quilômetros de Campo Grande, afirmou que após a morte da jovem, a facção rival CV (Comando Vermelho) planejava uma retaliação.

O crime ocorreu em Sonora, a 364 quilômetros de Campo Grande, em 31 de maio de 2018. Lailla Cristina era garota de programa e estava mantendo contato, conforme a denúncia, com integrantes do CV do estado vizinho, Mato Grosso, que faz divisa com Sonora. Ela foi sequestrada, julgada pelo chamado "Tribunal do Crime" e decapitada, com os braços amarrados para trás em um canavial próximo do Rio Confusão.

Dez pessoas foram presas e são julgadas nesta segunda-feira (25), no Tribunal do Júri de Campo Grande. O juiz Carlos Alberto Garcete explicou que o júri ocorre na Capital após o juiz de Sonora pedir desaforamento do processo. O motivo é que, por se tratar de uma cidade pequena e o caso envolver muitos réus, pode influenciar no júri.

Entre as testemunhas ouvidas, está o delegado que presidiu o inquérito do caso, na época titular da delegacia de Sonora. Ele contou detalhes da prisão dos envolvidos e da investigação policial. Também foi questionado sobre a guerra de facções em Sonora, respondendo que recebeu informações que após o assassinato de Lailla, o Comando Vermelho planejava uma retaliação.

Isso porque a vítima foi obrigada, antes da sua morte, a dizer palavras de ameaça contra a facção Comando Vermelho. "Naquela época, começou essa guerra de facções, justamente por ser a divisa dos estados, em que um predomina o Comando Vermelho e o outro o PCC. Depois desse fato, desse vídeo, onde a vítima aparece relatando que iria ser morta por causa da guerra de facções, me recordo que em conversa com policiais do Mato Grosso, me disseram que iria haver retaliação por conta desse vídeo", disse Francis.

Julgamento - Os dez réus são julgados por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, organização criminosa e corrupção de menores, isso porque adolescentes são apontados como as pessoas que decapitaram Lailla. O julgamento começou às 8 horas de hoje, pode se estender até a noite e conta com forte esquema de segurança por envolver facções criminosas. 

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